Terapia Ramain
O Método Ramain foi criado na década de 60, na França, por Simonne Ramain e tem como proposta a busca de um desenvolvimento global do ser por meio de sua estruturação mental.
O Método Ramain privilegia o experimento como meio de provocar o desenvolvimento. Os aspectos motores, cognitivos e emocionais são igualmente enfocados nos diversos "dossiers" (programações) de exercícios, destinados a populações específicas.
Os exercícios gráficos, com materiais concretos e corporais, são pretextos para que o sujeito viva uma experiência profunda de percepção de si. Eles só têm significado em um contexto criado pelo terapeuta e pelo próprio indivíduo, ou grupo, numa situação de busca de atenção interiorizada. A partir de experiências individuais, que são trazidas para o contexto de um grupo e problematizadas, o sujeito pode perceber a realidade e criar novos meios de agir sobre ela. Durante sua execução, o sujeito trabalha com as funções básicas psicomotoras, desenvolve a comunicação interpessoal, quebra automatismos (motores e de pensamento) e cria uma resposta pessoal. A importância é dada ao indivíduo, ao esforço adaptativo de cada um, em cada situação, e não ao resultado final.
A diversidade das atividades propostas permite que o sujeito perceba suas possibilidades e dificuldades, estimulando-o a superá-las ou lidar com elas de uma maneira mais tranqüila. Propicia a qualidade de disponibilidade interior e leva cada um a se situar de uma forma nova, autônoma e responsável frente a si próprio, a objetivos e a outras pessoas.
O Método Ramain convida o participante a deixar de ser um assistente para tornar-se um sujeito ativo. Desperta o pensamento inteligente e possibilita a abertura de novas vias para aprender, elaborar e integrar.
Em grupos de crianças e jovens, o enfoque é dirigido para:
alterações no ritmo de aprendizagem
atenção deficitária
agitação excessiva
hiperatividade
insucesso escolar
insegurança
timidez, isolamento social
distúrbios psicomotores
problemas neurológicos
dislexia
disgrafia
disnomia
discalculia
Nos grupos de adultos o enfoque é dirigido para:
dispersão
perseverança insuficiente
cansaço e tensão corporal
sensação de baixa produtividade
falta de confiança em si
desânimo, depressão
falhas na representação mental
falta de rigor, desorganização